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terça-feira, 12 de abril de 2011

a xilogravura

De origem provavelmente chinesa, a xilogravura, como processo é conhecida desde o século VI de nossa era. Na Europa tem-se notícia de sua existencia e importância desde a Idade Média. É uma técnica artística que utiliza como matriz uma peça de madeira, trabalhada dentro de um processo muito parecido com o carimbo, sendo essa mesma peça entalhada com a ajuda de um instrumento cortante, definindo a imagem a ser impressa e, por pressão, e com o uso de tinta, a imagem é transposta para o material de base, que geralmente é o papel, podendo ser utilizado qualquer outro suporte que receba convenientemente a tinta de impressão. No Brasil, é uma técnica de grande aceitação, principalmente no que se relaciona à arte popular, não deixando, é claro, de ser utilizada com uma representatividade mais erudita.
Nú - xilogravura de Vasco Prado
Água de meninos - xilogravura de Inimá de Paula
Menina carajá - xilogravura de Marly Mendanha

Igreja de Santa Bárbara - xilogravura de Marly Mendanha

terça-feira, 19 de outubro de 2010

aquarela

A aquarela pode ser considerada uma das técnicas artísticas mais antigas, cujo aparecimento, supõe-se, teria acontecido na China antes do início da era cristã.
Divulgada na Europa, teve ampla aceitação no decorrer da Idade Média, sendo utilizada por vários artistas desse período, onde se destacaram, entre outros, Tadeo Gaddi, em meados do século XIV e Albert Dürer, no XV, tendo ainda vários aficionados em Florença, Veneza e nos Países Baixos.
 Tendo basicamente o papel como suporte, o processo exige o uso de pigmentação apresentada nas formas de pasta, pastilha ou mesmo lápis apropriado que, diluído em água, oferece grande possibilidade de expressão, exigindo do artista rapidez e precisão nas pinceladas, sob o risco de perda total do trabalho.
Em Goiás, alguns nomes se destacam no uso dessa técnica, sendo o principal deles, o do artista plástico Amaury Menezes. Amaury desenvolveu seu trabalho com o uso da aquarela durante décadas, passando, posteriormente a utilizar pinceladas e transparências próprias dessa técnica, em seus trabalhos de acrílica sobre tela.
Da mesma geração de Amaury, podemos encontrar também o trabalho de Elder Rocha Lima, que utiliza a técnica para a representação de paisagens rurais e urbanas, além empregá-la também em retratos e naturezas mortas.

De geração mais recente, destaca-se Cristina Jacó, cujo trabalho, extremamente livre e seguro, vai desde o uso da aquarela pura e simples até a associação dessa técnica com outras, como a aguada e o nanquim. 


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

sobre gravuras



De acordo com o gravurista e professor da FAV José César T. S. Clímaco – ZèCésar –, no livro De gravuras e cidades (Ed. UFG, 2010), a palavra gravura serve tanto para designar o processo de preparação de uma matriz (madeira, pedra, metal, papelão, etc.) quanto o resultado de todo o processo, ou seja, a “obra impressa”, que, no geral, utiliza o papel como suporte.

gravura em metal de Selma Parreira
 O trabalho de elaboração da gravura passa basicamente por duas etapas principais: a elaboração da matriz e a impressão de uma tiragem pré-estabelecida, o que gera uma determinada quantidade de obras de arte que, apesar de produzidas em série e de forma repetida, garantem sua individualidade pela numeração e assinatura do artista, feitos à lápis, de acordo com uma tradição estabelecida para o processo. Os processos mais conhecidos de gravura são a xilogravura, a gravura em metal, a litografia e a serigrafia, dependendo do material utilizado para a elaboração da matriz.

serigrafia de Alexandre Liah

monotipia de Elder Rocha Lima
Como obra de arte, se por um lado a gravura se apresenta como uma forma de democratização do acesso ao trabalho de grandes artistas, por outro, a existência de artistas que se dedicam com exclusividade a esse processo, promovem o desenvolvimento de trabalhos às vezes únicos. Lembra-se ainda que, sendo bem conservada, a gravura é uma peça que nunca desvaloriza, como investimento.

colagravura de ZèCésar
 Diz ainda ZèCésar, que além dos processos já tradicionalmente conhecidos, outros materiais e suportes tem sido estudados por vários artistas, como o linóleo, a monotipia, a colagravura e a gravura em plástico e carborundo.